📌 Você sabe o que seu filho consome… e quanto tempo ele passa nas telas?
Essa pergunta parece simples.
Mas hoje, ela se tornou essencial para qualquer pai ou mãe que deseja proteger a saúde física, mental e relacional dos filhos.
O uso de celulares, redes sociais, jogos digitais, TV e tablets não é mais exceção — faz parte da rotina.
O problema é quando esse uso acontece sem supervisão, sem diálogo e sem limites claros.
E os impactos disso já estão aparecendo.
⚠️ O alerta das pesquisas: o problema não é só o tempo de tela
O documentário Anatomia do Post acompanhou famílias brasileiras por meses e revelou uma realidade preocupante:
• dependência digital
• vício em jogos
• sintomas de depressão, ansiedade e outros transtornos
• conflitos familiares
• pressão constante por desempenho nas redes sociais
• risco de tentativa de suicídios
• o perigo invisível que muitos adultos desconhecem
Esses dados reforçam o que a ciência/psicologia já vem apontando há anos:
👉 Não é só sobre tempo de tela.
👉 Também não é só sobre conteúdo.
👉 É sobre os dois.
Ou seja, não adianta limitar o tempo se o conteúdo continua inadequado.
E também não adianta controlar o conteúdo se o tempo de exposição é excessivo.

A psicologia familiar já aponta que o uso da tecnologia não acontece de forma isolada, mas dentro da dinâmica relacional.
Pesquisas indicam que a tecnologia passou a ocupar um lugar simbólico dentro das famílias, sendo descrita como um verdadeiro “novo membro”, capaz tanto de aproximar quanto de afastar. No entanto, quando não há mediação adequada, o efeito mais observado é o afastamento afetivo e a substituição do contato presencial pela interação digital (Neumann & Missel, 2019).
Isso significa que, aos poucos, o “olho no olho”, a escuta e a presença vão sendo trocados pela tela.
Além disso, estudos mais recentes mostram que a forma como os pais conduzem esse processo faz toda a diferença. Estratégias que combinam monitoramento com diálogo são mais eficazes, enquanto o maior desafio da parentalidade atual está em equilibrar controle e autonomia no uso da tecnologia (Revista Desidades, 2025).
Na prática, isso significa que a mediação eficaz não acontece apenas com regras, mas com vínculo, negociação e presença ativa na vida digital dos filhos.
👧 Dados recentes: meninas estão mais vulneráveis
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024) revelou um dado importante:
👉 meninas apresentam indicadores mais críticos de saúde mental do que meninos. Isso inclui:
• maior insatisfação corporal
• mais sintomas de sofrimento emocional
• maior exposição à violência
• maior risco de automutilação e tentativas de suicídio
No ambiente digital, isso se intensifica por fatores como:
• comparação constante nas redes sociais
• pressão estética
• necessidade de validação e aceitação nos grupos
• cyberbullying
Ou seja, o ambiente online pode amplificar vulnerabilidades emocionais já existentes.

👨👩👧 O papel dos pais: supervisão não é controle, é cuidado
Com o avanço do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), ficou ainda mais claro:
👉 os pais têm responsabilidade sobre o ambiente digital dos filhos.
Mas é importante entender uma coisa:
❌ supervisão não é invasão
❌ limite não é punição
✔ supervisão é presença
✔ limite é proteção
✔ diálogo é construção de vínculo
✔ pai e mãe são fundamentais para ensinar o que são relacionamentos saudáveis
Quando o uso da tecnologia não é acompanhado, algo silencioso começa a acontecer:
➡️ o vínculo vai sendo substituído pela tela
E aos poucos, a criança aprende:
“eu me viro sozinho.”
Mas isso não é autonomia.
É desconexão emocional e relacional.

🧠 O impacto na vida adulta (o que a clínica me mostra)
Na minha prática da psicoterapia, é muito comum atender adultos que:
• têm dificuldade de comunicação
• sentem insegurança emocional
• vivem relações desgastantes
• têm medo de rejeição ou abandono
E muitas vezes, essas dificuldades têm origem em experiências da infância como:
• ausência emocional
• falta de escuta
• poucos limites
• pouca presença parental
• abandono e negligência afetiva
Ou seja, o que acontece hoje dentro de casa pode impactar diretamente a forma como a criança e/ou o adolescente vai se relacionar no futuro em sua vida adulta.
🔄 Um olhar da Psicologia Sistêmica: não é só sobre a criança
Na abordagem sistêmica, não olhamos apenas o comportamento da criança ou do adolescente.
O uso excessivo de telas não é só um problema individual.
Ele é um sintoma de uma dinâmica relacional.
Por isso, a pergunta muda de:
❌ “o que há de errado com a criança?”
para:
✔ “o que está acontecendo nesse sistema familiar?”
A intervenção, então, não é apenas reduzir o tempo de tela.
É reorganizar:
• a comunicação familiar
• os limites
• a presença emocional
• a qualidade do vínculo

✅ O que os pais podem fazer na prática
Sem complicar, alguns passos simples fazem muita diferença:
✔ saber o que o filho consome
✔ acompanhar o tempo de uso
✔ conversar sobre o que ele vê
✔ estabelecer limites claros
✔ criar momentos sem tela
✔ estar emocionalmente disponível
Não é sobre perfeição.
É sobre consistência.
💬 Conclusão: o que parece pequeno hoje pode marcar uma vida inteira
O celular não é o vilão.
Mas ele pode se tornar um problema quando ocupa o lugar do vínculo.
Cuidar da relação com os filhos hoje
é cuidar da saúde deles no futuro.
E isso começa com algo simples:
olhar
perguntar
acompanhar
buscar conhecimento
e estar presente de verdade

📲 Quando procurar ajuda?
Se você sente dificuldade em lidar com:
• comportamento do seu filho
• uso excessivo de telas
• conflitos familiares
• dificuldade de comunicação
A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender e reorganizar essas dinâmicas.
Sou Bianca Flávia Sanchez, psicóloga especialista em relacionamentos, casais e famílias.
Atendo adultos, pais, famílias e casais de forma online.
📲 Agendamento via WhatsApp: (67) 99944-6578
📚 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL. Lei nº 15.211, de 17 de setembro de 2025. Dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital (ECA Digital). Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2025.
IBGE. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2024.
NEUMANN, Débora Martins Consteila; MISSEL, Rafaela Jarros. Família digital: a influência da tecnologia nas relações entre pais e filhos adolescentes. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 25, n. 2, p. 604-623, 2019.
DESIDADES. Estratégias parentais de mediação no uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Revista Desidades, 2025.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). A Psicologia frente ao mundo digital. Brasília: CFP, 2025.
MACHADO, C. E. R. Telas e infância: mediação familiar e educação digital. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, 2025.
PICcini, C. F. et al. Relação entre pais e filhos adolescentes quanto ao uso das mídias digitais. Psico-USF, 2020.
SOUZA, C. R. B. et al. O papel da mediação parental no uso de tecnologias digitais. 2023.
Lanius, E. L. G. (Des)conexões familiares: uso das redes sociais e mediação parental. Revista Interdisciplinar de Comunicação, 2025.
Bianca Flávia Sanchez
Psicóloga Especialista de Família
CRP14/06718-1

