
Descubra como padrões invisíveis entre o homem “bonzinho” e a mulher “guerreira” podem afastar o casal — e como a Psicoterapia Sistêmica reconstrói vínculos.
Homem “bonzinho” vs. Mulher “guerreira”: você reconhece esse padrão no seu casal?
À primeira vista, essa dinâmica relacional do casal parece um relacionamento ideal: ele é o gentil, o tranquilo, a “boa pessoa”.
Ela é a forte, a incansável, a “salvadora”.
Mas, por trás dessa fachada, pode estar se escondendo um jogo relacional invisível, que mina a intimidade, gera mágoa e leva ao distanciamento emocional — exatamente o que muitos casais vivenciam em silêncio na minha prática clínica.

1. O padrão repetitivo relacional em funcionamento
A dinâmica clássica mais comum é:
- Ela aceita carregar tudo porque aprendeu que esperar dele gera decepção ou raiva.
- Ele se retrai porque cada tentativa de ajudar é criticada, e tudo tem que ser do jeito dela.
O resultado: ela sobrecarrega, ele silencia… e o “amor” vai virando rotina estéril, ou pior, convivência distante. Cada um vai vivendo suas vidas e se tornando dois estranhos dentro de casa.
Esse padrão se encaixa diretamente em conceitos da abordagem sistêmica. Por exemplo:
Segundo Eric Berne (1964), em seu livro chamado “Games People Play”, as pessoas entram em jogos psicológicos — repetições inconscientes de papéis que mantêm a disfunção. Aqui vale entender que o padrão é repetido sem a consciência de estar fazendo de propósito aquela pessoa, ambos até tentam sair desse ciclo mas tem dificuldade em sair. São disfuncionais no sentido de que traz sofrimento para ambos não é confortável permanecer nesse ciclo.
A abordagem sistêmica é reconhecida por sua eficácia e evidência científica dentro a ciência (psicologia). A psicologia sistêmica, propõe que problemas de casal não estão apenas “dentro” de cada pessoa, mas no mapa de relações, comunicação e padrões invisíveis que sustentam o vínculo. Em outras palavras, significa pensar que as pessoas estão interconectadas em suas redes relacionais, em seus padrões de comunicação, em influencias transgeracionais.
LEMBRE-SE: não é quem erra e sim o que se repete que cria o desgaste.

2. Comunicação paradoxal: o “pedido” que não chega a ser
Você já percebeu que, mesmo quando ela pede ajuda, logo aparece a crítica ou o desapontamento? Ou que ele tenta, mas “acerta errado” no jeito de apoiar, e então desiste? Isso é o que chamamos de comunicação paradoxal — quando a mensagem verbal é ambígua e contraditória, “eu quero ajuda, mas critico”. Essa comunicação gera desconforto, desentendimentos e pode levar ao distanciamento até chegar à separação de fato.
Na prática:
- “Ajude-me” + “mas você faz errado” → confunde, paralisa, desencoraja.
- O resultado é que o pedido real não circula. A comunicação vira zona de “guerra silenciosa”.
Essa desarmonia — um “pedido” que não é permitido, ser feito do jeito dele — cria ressentimentos e fortalece o padrão de “ela faz sozinha” / “ele se cala”.

3. O que a pesquisa científica nos mostra sobre psicoterapia de casal sistêmica
- Vários artigos sobre psicoterapia de casal demonstram a sua eficácia. Um exemplo de um artigo que demonstrou como a terapia de casal é uma estratégia de resolução de conflitos, pode ser lido na íntegra, acesse o link: https://www.scielo.br/j/pcp/a/fCjtdgfd5zR9bqXpQTs9fqm/?format=pdf&lang=pt
Portanto: a abordagem que ofereço atendimento — a Psicoterapia de Casal Sistêmica — está respaldada por pesquisa sólida, o que confere credibilidade e resultado do trabalho.
4. Como isso se conecta com o padrão “bonzinho” / “guerreira”
- O “bonzinho” muitas vezes está no papel de vítima passiva ou de resgatador que desiste, segundo a dinâmica da triangulação “Vítima – Culpado – Salvador”
- A “guerreira” assume o papel de salvadora ou controladora, tentando manter tudo sob seu domínio para evitar ser surpreendida pela decepção.
- Esses papéis silenciados alimentam os “jogos psicológicos” de Berne — e cessar essa dinâmica relacional exige trazer a consciência do que está acontecendo, redirecionar a comunicação, redefinir papéis e ter disposição para mudar.

5. O que muda na psicoterapia de casal sistêmica
Ao invés de procurar culpados, a terapia:
Mapeia quem faz o quê, quem assume qual papel, quem se cala, quem exige, quem se retira.
Trabalha para que cada parceiro acesse o estado Adulto (na Análise Transacional) e escape dos estados “infantis” automáticos.
Realiza intervenções para parar o ciclo, redirecionar a comunicação e construir novas interações livres dos papéis automáticos.
Visa que o casal se torne aliado, e não adversário, e que a vulnerabilidade não vire sobrecarga, ataques, mágoa ou silêncio.
6. Você se identificou com esse padrão conjugal?
Se você se identificou — ou se suspeita que no seu casamento está vivendo esse ciclo então:
- Você está em sala de espera (invisível) de um padrão que corrói.
- A boa notícia: é que você não precisa ficar preso para sempre a esse padrão.
- E um psicólogo especialista de casal qualificado, pode fazer a diferença no tempo certo, antes que a distância vire separação.
7. Agende uma sessão de psicoterapia casal
✅Se você está cansado(a) de repetir os mesmos argumentos, de sentir que carrega tudo ou de viver no silêncio…
✅Como psicóloga familiar sistêmica com 17 + anos de experiência, foco em psicoterapia de casal e família, convido você a dar o próximo passo.
✅ Agende uma sessão seja individual (para trabalhar seu papel no sistema) ou em casal (para transformar o sistema juntos).
📞 Fale direto comigo pelo WhatsApp (67) 99944-6578.
Sua relação merece mais do que a rotina de papéis. Ela merece comunicação assertiva. Reconexão. Vida a dois com presença.
Bianca Flávia Sanchez
Psicóloga Familiar Sistêmica
CRP14/06718-1

