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💔 Abandono afetivo agora é crime: o que muda na vida das crianças — e por que presença parental é saúde mental

🎯 Você sabia que o abandono afetivo agora é crime no Brasil?Sim! A Lei nº 15.240/2025, sancionada em 29 de outubro de 2025, trouxe uma das maiores transformações no cuidado jurídico e emocional das famílias brasileiras.Pela primeira vez, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reconhece que amar, estar presente e se envolver emocionalmente com um filho não é apenas um gesto de carinho — é um dever legal. 👩‍👧‍👦 💛 O que realmente mudou com a nova lei Antes, a Justiça até reconhecia alguns casos de abandono afetivo como motivo de indenização, mas isso dependia da interpretação do juiz e da prova do sofrimento emocional.Agora, com a nova lei, essa responsabilidade está escrita na legislação. 📜 O artigo 22 do ECA passou a dizer, de forma clara, que os pais têm o dever de garantir o sustento, a guarda, a convivência, a assistência material e afetiva, e também a educação dos filhos menores. Além disso, o parágrafo único do artigo 5º afirma que comete ato ilícito civil quem, por ação ou omissão, violar um direito fundamental da criança ou do adolescente — e o abandono afetivo agora está entre esses direitos. 👉 Na prática, isso significa: ⚖️ O que muda na Vara de Família Essa lei trouxe novos parâmetros de análise nas Varas de Família.Agora, juízes e promotores olham além da pensão — observam o envolvimento emocional, o tempo de convivência real e o interesse afetivo de cada genitor. Isso impacta diretamente decisões de guarda, acordos de convivência e o desenvolvimento da saúde mental de crianças e adolescentes. 💬 O juiz pode determinar acompanhamento psicológico, visitas supervisionadas ou até alterar a guarda se houver negligência afetiva comprovada. Se você deseja recorrer à Justiça, é importante seguir alguns passos:1️⃣ Procure um advogado de família ou a Defensoria Pública, se não puder pagar.2️⃣ Reúna provas da ausência afetiva: mensagens ignoradas, ausência em reuniões escolares, testemunhos de professores, relatórios psicológicos ou escolares.3️⃣ Comprove o impacto emocional: mostre que a ausência trouxe sofrimento psíquico, ansiedade, tristeza ou baixa autoestima à criança.4️⃣ O processo pode pedir indenização e/ou medidas de reaproximação familiar. ⚠️ Mas lembre-se: essa lei não é sobre vingança, e sim sobre responsabilidade emocional.É sobre garantir o direito da criança de ser amada, vista e acompanhada. 🧠 Por que presença parental é saúde mental Na Psicologia Sistêmica, a família é compreendida como um sistema inter-relacional.O ser humano constrói a sua identidade, a sua visão de si e do outro — quem ele é — a partir das primeiras experiências familiares.É através dessas vivências que molda a sua consciência sobre o mundo e sobre as relações ao redor. Quando uma parte se rompe, todas as outras sofrem.A ausência emocional de um pai ou de uma mãe não é apenas uma falta simbólica — é uma falha na formação da identidade emocional da criança. De uma forma sistêmica, podemos compreender que a falta de um membro da família desequilibra todos os demais.E para que a família volte a se reequilibrar, o processo pode ser longo, com resultados positivos ou negativos.Na maioria das vezes, são negativos, justamente pelo quanto trazem sofrimento e pelas formas desconstrutivas que a pessoa pode encontrar para lidar com suas questões emocionais. 📚 Pesquisas da Psicologia Familiar (como as de John Bowlby e Mary Ainsworth, sobre teoria do apego, e de Salvador Minuchin, sobre estrutura familiar) mostram que a presença afetiva cria base segura, promove autoconfiança, empatia e resiliência emocional. 📖 Estudos da Revista Brasileira de Terapia Familiar (Ribeiro & Falcke, 2022) e da Family Process Journal (Lebow et al., 2021) reforçam que crianças que crescem sem convivência emocional parental têm maior propensão à ansiedade, depressão e dificuldades de vínculo na vida adulta. 💬 O afeto, portanto, não é um luxo — é um pilar do desenvolvimento emocional saudável. 💔🧠 Minha vivência e o olhar clínico Eu sei o que essa ausência pode causar…Cresci sem o apoio financeiro e sem a presença emocional de um pai.Foram anos de dor silenciosa — sem saber onde ele estava, sem o nome dele nos meus documentos, sem sentir que alguém se importava. Sem entender o vazio e a dor que essa falta me fazia sentir.Sem conseguir compreender a minha própria identidade emocional plena, por não conhecer a outra metade da minha história. Somos feitos do DNA materno e paterno, e assim nos constituímos emocionalmente — integrando nossas histórias e encontrando o sentido da vida que muitos buscam, mas nem todos encontram. 💔 A psicoterapia foi o espaço onde pude entender essa dor, olhar para ela e transformá-la em força. Hoje, como psicóloga sistêmica com mais de 16 anos de experiência, vejo diariamente mães exaustas, pais sobrecarregados e filhos sofrendo pela ausência.Ver essa lei ser sancionada é um marco.Ela traz visibilidade ao que sempre foi invisível: o direito de toda criança a ser amada, cuidada e emocionalmente acompanhada. 💬 O que você pode fazer — passo a passo 1️⃣ Amplie a sua consciência: se você percebe que não está participando, ou que seu filho sente sua ausência, isso é algo que pode ser tratado e acompanhado por um psicólogo. Busque um profissional para compreender a forma como encontrou de relacionar com o seu filho.2️⃣ Converse com seu filho/adolescente: em linguagem apropriada, valide o sentimento dele (“eu sei que talvez você tenha sentido…”) e reafirme o vínculo.3️⃣ Crie rotinas de presença: não basta pagar; é participar — tarefas juntos, conversas de qualidade, presença em datas importantes.4️⃣ Separações ou divórcios exigem cooperação: a parentalidade não termina com o casamento. O sistema familiar se transforma, mas o vínculo não se rompe.5️⃣ Busque psicoterapia com um profissional especializado em família e relacionamentos: o padrão emocional, de presença e de vínculo precisa ser trabalhado. Essa não é apenas uma “crise individual” — é um padrão relacional.6️⃣ Se você está do lado de quem foi omitido: saiba que a dor é legítima. Não é frescura. Reconhecer a dor é sinal de coragem, empatia e respeito. E há respaldo para essa situação. Buscar apoio psicológico e jurídico faz parte desse

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A Criança Ferida na Psicologia Sistêmica: Entendendo Feridas Emocionais e Construindo Saúde Emocional

✨ Todos nós carregamos conosco as versões que já fomos — inclusive a criança que um dia fomos e que, muitas vezes, ainda sofre em silêncio dentro de nós. Essa criança interior aparece em forma de insegurança, medo de rejeição, dificuldades em relacionamentos ou até sintomas emocionais que parecem “sem motivo”. Na Psicologia Sistêmica, compreendo que não se trata apenas de uma dor individual. Essas marcas emocionais são resultado de padrões familiares, vínculos e histórias transgeracionais. Ou seja, não olhamos somente para a criança isolada, mas para as relações, as alianças, os segredos, os silêncios e as lealdades invisíveis que moldam a forma como ela aprendeu a sentir e se relacionar. 🌿 Diferente de uma visão reducionista, o olhar sistêmico integra história, vínculos, fronteiras e narrativas familiares, permitindo entender como o passado influencia diretamente no presente. Teorias Sistêmicas que ajudam a compreender a “criança ferida” 🔹 Salvador Minuchin – Estrutural Mostrou como fronteiras familiares disfuncionais e hierarquias invertidas (quando a criança assume papel de adulto) podem gerar sofrimento emocional e dificuldades futuras. 🔹 Murray Bowen – Teoria dos Sistemas Familiares Explicou a importância da diferenciação do self — ser quem somos sem nos perder nas emoções da família. Feridas infantis podem levar a fusões excessivas ou cortes emocionais abruptos (cutoff). 🔹 Ivan Boszormenyi-Nagy – Terapia Contextual Trouxe o conceito de lealdades invisíveis e contas emocionais entre gerações. Muitas crianças crescem carregando culpas e dívidas que não são delas. 🔹 Escola de Milão – Perguntas Circulares Mostra como perguntas estratégicas ajudam a revelar pontos de vista diferentes dentro da família, evidenciando como a dor da criança se perpetua em ciclos. 🔹 Sue Johnson – Terapia Focada nas Emoções (EFT) Com base na teoria do apego, demonstra que as feridas da infância ressurgem nos relacionamentos amorosos. Quando não curadas, podem provocar crises conjugais e sentimentos de abandono. 🔹 Michael White – Terapia Narrativa Inspira a externalização da dor: a pessoa não é o problema, o problema é o problema. A criança ferida é apenas uma parte da história, que pode ser ressignificada e recontada de forma mais saudável. Dicas práticas para começar a cuidar da sua criança ferida: 💡 Reconheça padrões familiares: observe como sua família lidava com emoções, brigas e silêncios. O que você continua repetindo hoje? 🧬 Construa seu genograma: mapeie três gerações para identificar perdas, traumas, repetições e heranças emocionais. 👥 Observe seus relacionamentos: perceba como reações atuais podem ser ecos da criança ferida — medo de abandono, ciúmes excessivos ou dificuldade de confiar. 🌱 Trabalhe sua diferenciação: aprenda a se posicionar sem precisar romper vínculos, mantendo equilíbrio entre autonomia e conexão. 🫁 Pratique autorregulação emocional: respire, nomeie suas emoções e pergunte: isso vem do meu presente ou do passado? 📖 Reescreva suas narrativas: substitua pensamentos de desvalor (“não sou suficiente”) por histórias que honram sua trajetória e reconhecem seu valor. 🛋️ Busque psicoterapia: é no processo terapêutico que você encontra segurança para acolher, curar e dar novos significados às feridas da infância. A vivência desse processo é transformadora: permite não apenas compreender, mas vivenciar na prática um novo modo de se relacionar consigo e com os outros. Conclusão A criança ferida não desaparece sozinha com o tempo. Pelo contrário, pode se manifestar em autossabotagem, medo de confiar, dificuldade de se entregar ao amor ou crises recorrentes nos vínculos. 🌿 A Psicologia Sistêmica oferece ferramentas profundas e práticas para compreender essa dor como parte de uma rede maior — familiar, relacional e transgeracional. É um processo de autoconhecimento, ressignificação e construção de saúde emocional duradoura.          🧠⚖️❤️A verdadeira transformação é possível, quando você decide olhar o que dói e toma para si a tarefa de cuida de si mesmo. Procure uma posição mais ativa, seja protagonista da sua história, como a frase: “Eu tenho a escolha” “Eu me responsabilizo pela mudança”. O maior legado que você pode deixar é a sua escolha de viver em equilíbrio consigo, com os outros, com o trabalho, com seus amigos, com o mundo, com sua espiritualidade.          ⚖️ A cada sessão, é possível fortalecer o adulto que você é hoje e cuidar da criança que ainda habita em você. 📲 Se você sente que sua criança ferida ainda pede por cuidado, esse é o momento de iniciar sua jornada terapêutica. 📲 Agende sua sessão pelo WhatsApp: https://web.whatsapp.com/send?phone=556799446578&text= Bianca Flávia SanchezPsicóloga Familiar SistêmicaCRP14/06718-1

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