padrões relacionais

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Tem dores que não são ditas: foi por isso que escrevi esse capítulo do livro

No Dia Mundial do Livro, eu não quis apenas celebrar a leitura. Eu quis falar sobre algo que vejo todos os dias, dentro do consultório…e que quase ninguém consegue explicar com palavras. Existem dores que não são ditas. Mas aparecem. Aparecem no comportamento.No silêncio.Na forma como alguém se fecha… ou reage.Na dificuldade de descrever o que sente.Na busca de alívio que gera comportamentos de autolesão, e em seguida vem a culpa.Na sensação de estar errado, confuso, sem saber o que quer.Na sensação de ser inadequado para a família, para os amigos e para si mesmo. E, muitas vezes, isso é interpretado de forma superficial. “É só uma fase.”“Está exagerando.”“Quer chamar atenção.”“É aborrescência.” Mas não é isso. Na minha prática sistêmica, o que existe ali é um sofrimento emocional que não foi compreendido e que não consegue ser nomeado por quem sofre. E quando uma dor não é nomeada…ela não desaparece. Ela se transforma em um comportamento complexo e multifatorial. 🔄 Quando a dor vira insustentável Na psicologia sistêmica, eu não olho só para a pessoa em si. Observo o que acontece entre as pessoas. Porque muitas dores não nascem isoladas.Elas se constroem nas relações. E são construídas, ainda, por diversos fatores. Por ser algo complexo, é necessário conhecer para prevenir. Ao longo do tempo, dos anos de prática, aprendi a lidar e ajudar pais e filhosa se conectarem em busca de esperança, afeto e empatia. Um adolescente que se cala.Um adolescente que não consegue dizer “não”.Um adolescente que se afasta da família em busca da sua identidade.Um adolescente que se culpa por tudo. Parece insuportável… Mas, muitas vezes, o que falta é PRESENÇA. 👉 Pais e mães, vocês sabem acolher, reconhecer, nomear e comunicar o que seu filho adolescente sente? E isso não é falta de amor. São famílias que amam… mas não sabem como chegar até o adolescente. 📖 Por que esse capítulo foi necessário Foram meses escrevendo. Não foi um texto feito para ser “bonito”.Foi um texto feito para ser útil. Um conteúdo que pudesse chegar até pais, educadores e adultos que convivem com dores que não são visíveis, mas são profundas. Eu quis traduzir aquilo que muitas famílias vivem…mas não conseguem organizar. Porque, na minha experiência clínica, o que mais vejo não é falta de amor. É falta de conhecimento, de compreensão emocional dentro das relações. E quando não há compreensão…surgem conflitos, desgastes e desconexões entre pais e filhos. 👨‍👩‍👧‍👦 Para quem esse conteúdo é Esse livro não é só para quem trabalha com psicologia. Ele é também para quem convive com crianças e adolescentes. Para pais que não sabem como ajudar um filho.Para educadores que percebem mudanças, mas não sabem o que fazer.Para adultos que cresceram sem espaço emocional… e hoje sentem o impacto disso nas próprias relações. Se você já se perguntou: “Por que eu me sinto assim?”“Por que eu não consigo explicar o que está acontecendo comigo?”“Por que minhas relações sempre chegam no mesmo lugar?” Talvez você não esteja exagerando. Talvez você só nunca tenha aprendido a entender o que sente. 💬 Consciência não resolve tudo… mas muda a sua forma de se relacionar Eu não acredito em soluções rápidas. Mas acredito profundamente em uma coisa: 👉 quando você entende o que está vivendo… você para de reagir.Passa a buscar soluções juntos, em família. E isso já muda muita coisa. Consciência não elimina a dor. Mas muda a forma como você se relaciona consigo mesmo e com seu filho adolescente. E, a partir disso, novas escolhas começam a surgir. 📲 E se isso fez sentido pra você… Talvez não seja coincidência você ter chegado até aqui. Se você se reconhece em situações como: • dificuldade de entender o que está sentindo• conflitos frequentes com seu filho adolescente• sensação de culpa constante na forma de educar• medo de estar errando e não saber como ajudar• afastamento emocional dentro da família isso merece atenção e não julgamento. E, principalmente, não precisa ser enfrentado sozinho. Muitas famílias chegam até mim exatamente nesse ponto:com amor… mas sem direção emocional. E é possível construir isso. Com escuta, compreensão e um olhar profissional, você começa a entender o que está por trás dos comportamentos e encontra caminhos mais saudáveis de se relacionar. 📲 Se fizer sentido pra você, me chama no WhatsApp: (67) 9.9944-6578 ou acesse o link: https://wa.me/556799446578Eu te explico, de forma simples, como funciona a psicoterapia online e como posso te ajudar nesse processo. Sem pressão.Sem compromisso.Com respeito ao seu momento. ✍️ Sobre mim Sou Bianca Flávia Sanchez, psicóloga especialista em relacionamentos, famílias e orientadora parental. Atendo adolescentes, adultos, pais, famílias e casais de forma online, com foco em compreender padrões relacionais e desenvolver comunicação emocional mais saudável. E agora, também, coautora de um capítulo que nasceu exatamente disso:da escuta real de dores que precisam ser compreendidas e não julgadas. Bianca Flávia SanchezPsicóloga Especialista de Família e Orientadora ParentalCRP14/06718-1

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Se você ouve isso no trabalho… preste atenção: burnout, adoecimento emocional e o que as empresas ainda não estão vendo

“Se no seu trabalho você ouve isso… preste atenção.” Essa foi a frase que usei em um vídeo recente. E ela não surgiu de forma aleatória. Ela nasce de algo que aparece todos os dias na prática clínica: pessoas emocionalmente esgotadas que não conseguem identificar, com clareza, o que está acontecendo com elas. Não porque o sofrimento não exista, mas porque ele foi sendo construído de forma silenciosa, repetitiva e, principalmente, normalizada. Frases como “aqui é assim mesmo”, “se não aguenta, pede pra sair” ou “é só pressão” não são apenas expressões de cultura organizacional. Elas funcionam como mecanismos de manutenção de um sistema que exige cumprir metas excessivas, muitas vezes à custa da sua própria saúde emocional. O problema não está apenas no conteúdo dessas falas, mas no efeito cumulativo que elas produzem: aos poucos, a pessoa deixa de questionar o ambiente e começa a questionar a si mesma. E é nesse ponto que o adoecimento se instala. 📊 Burnout como fenômeno ocupacional: uma mudança de paradigma necessária A inclusão do burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019) representa uma mudança importante na forma como esse fenômeno é compreendido. Ele deixa de ser interpretado como fragilidade individual e passa a ser reconhecido como resultado de um estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado adequadamente. Essa mudança dialoga diretamente com o modelo proposto por Christina Maslach e Michael Leiter (2016), que descrevem o burnout a partir de três dimensões interligadas: exaustão emocional, distanciamento psicológico em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional. Na prática clínica, essas dimensões não aparecem isoladas. Elas se entrelaçam e produzem um quadro progressivo de desgaste, no qual a pessoa não apenas se sente cansada, mas passa a experimentar uma ruptura na forma como se percebe em relação ao próprio trabalho e à própria capacidade. ⚠️ A ausência no DSM-5-TR não diminui a gravidade clínica Embora o burnout não esteja classificado como transtorno mental no DSM-5-TR, isso não significa que ele é menos relevante. Pelo contrário, estudos como o de Carlotto (2011) mostram que o burnout frequentemente se associa a quadros de ansiedade, depressão e transtornos relacionados ao estresse. Essa ausência no manual diagnóstico exige cuidado na interpretação. Não se trata de negar sua relevância clínica, mas de compreender que ele ocupa uma posição intermediária entre o fenômeno ocupacional e o adoecimento psíquico estruturado. Na prática, isso significa que o burnout pode ser tanto um ponto de chegada quanto um ponto de transição para quadros mais graves, especialmente quando não há intervenção adequada. 🧠 O adoecimento no trabalho à luz da produção científica brasileira  Um estudo da International Stress Management Association (Isma) revela que o Brasil ocupa o segundo lugar em número de síndrome de burnout no mundo, superado apenas pelo Japão, onde 70% da população é afetada pelo problema. Benevides-Pereira (2002) foi uma das pioneiras ao demonstrar que o adoecimento não pode ser explicado apenas por características individuais, mas deve ser compreendido a partir das condições de trabalho. Carlotto e Câmara (2008) reforçam essa perspectiva ao identificar fatores como sobrecarga, falta de reconhecimento e relações interpessoais desgastantes como elementos centrais na gênese do burnout. Já Trigo, Teng e Hallak (2007) destacam o caráter multifatorial da síndrome de burnout e dos transtornos mentais como depressão e ansiedade, com aspectos individuais, organizacionais e sociais. Esses estudos convergem para um ponto essencial: o burnout não é um evento isolado. Ele é um processo que se constrói na relação contínua entre o indivíduo e o ambiente. 🔄 Um olhar sistêmico: quando o ambiente mantém o adoecimento A psicologia sistêmica amplia essa compreensão ao deslocar o foco exclusivo do indivíduo para o sistema de relações no qual ele está inserido. Autores como Murray Bowen e, no contexto brasileiro, Maria José Esteves de Vasconcellos (2002), apontam que os comportamentos individuais são, em grande parte, respostas às dinâmicas do sistema. Aplicado ao ambiente de trabalho, isso significa reconhecer que culturas organizacionais podem sustentar padrões de funcionamento que favorecem o adoecimento. Não se trata apenas de excesso de tarefas, mas de padrões de comunicação que invalidam, de estruturas que silenciam e de relações que reforçam a adaptação constante. Nesse cenário, o sistema continua operando, muitas vezes com eficiência aparente, enquanto os colaboradores vão se desgastando progressivamente. 🏢 NR-1 e a formalização dos riscos psicossociais: o que as empresas precisam entender agora A atualização da NR-1, por meio da Portaria MTE nº 1.419/2024, representa um marco importante ao incluir explicitamente os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Essa inclusão não é apenas técnica, mas simbólica: ela reconhece que o ambiente emocional também é um fator de risco ocupacional. Com isso, elementos como sobrecarga, pressão excessiva, assédio moral e conflitos interpessoais deixam de ser tratados como questões subjetivas e passam a exigir avaliação, registro e monitoramento sistemático. A obrigatoriedade progressiva a partir de 2025 tem levado muitas empresas a adotar uma postura de espera. No entanto, essa estratégia ignora um aspecto fundamental: o adoecimento não começa com a exigência legal. Ele já está acontecendo. 📊 Afastamentos por transtornos mentais: um problema já instalado Dados do Ministério da Previdência Social, revelam que em 2025 os afastamentos por ansiedade e depressão cresceram 15% em relação ao ano anterior e, somados, já formam o segundo maior motivo de afastamento do trabalho no Brasil, atrás apenas das doenças da coluna. (FONTE: opotiguar.com.br) Para entendermos a dimensão da gravidade vamos observar os números, os Transtornos de ansiedade levou a 166.489 afastamentos e a Transtornos de depressão a 126.608. Se somadas as doenças de saúde mental, elas já ultrapassam causas que sempre foram comuns de afastamento, como fratura de tornozelo. (FONTE: opotiguar.com.br) Somente em 2025, mais de 546.254 afastamentos do trabalho foram por questões de saúde mental. Isso representa um aumento de 15% em relação ao ano passado. (FONTE: opotiguar.com.br) Esses números, por si só, já são expressivos. No entanto, eles não capturam a totalidade do problema. O presenteísmo caracterizado pela presença física no trabalho com baixa capacidade produtiva, revela uma dimensão ainda mais

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Culpa e limites: por que dizer “não” faz você se sentir errado(a) nos relacionamentos

Se você tenta colocar limites e, logo depois, passa o dia se sentindo culpado ou culpada, confusa(o) ou emocionalmente exausta, isso não é sinal de fragilidade.Na maioria das vezes, é história relacional. Em muitas famílias, o limite nunca foi vivido como algo saudável.Ele foi interpretado como desamor, rejeição, ingratidão ou egoísmo.E quando isso acontece, dizer “não” na vida adulta deixa de ser apenas um posicionamento passa a virar um gatilho emocional profundo. Este texto é para quem sente que se proteger custa caro emocionalmente. Quando o limite ativa culpa, o problema não é o limite Em relações familiares disfuncionais, quando você foi criança aprendeu desde cedo algumas regras silenciosas: O amor existe, mas quase sempre vem acompanhado de cobrança. Na vida adulta, você até aprendeu a se posicionar, mas o corpo reage como se estivesse quebrando um pacto invisível.A culpa aparece antes mesmo da reflexão racional. Isso não é falta de amor-próprio.É padrão relacional aprendido. Dinâmica narcisista: quando o afeto depende da sua adaptação Em muitas relações com mães (ou pais) com traços narcísicos, existe uma lógica implícita: “Você pode ser amado(a), desde que não me frustre.” Nesse tipo de dinâmica, o filho não é reconhecido como sujeito, mas como extensão das necessidades emocionais do adulto.O vínculo se sustenta na adaptação constante. Com o tempo, a pessoa se torna: Quanto mais insegura ela se sente, mais fácil é mantê-la presa à relação.A palavra vira controle.E isso não é amor pode ser dependência emocional estruturada. A culpa não nasce do agora — ela vem da história Na minha prática clínica, é comum ouvir frases como: “Mesmo sendo adulto, eu não deveria desobedecer a minha mãe… ela é minha mãe… honrar pai e mãe é obedecer” Esse “não deveria” pesa mais do que a crítica direta. Porque ele impede a pessoa de reconhecer a própria dor.E, sem reconhecimento, não há reorganização possível. Na Psicologia, compreendo que a culpa não surge isolada.Ela é construída dentro de relações onde o afeto foi condicionado ao comportamento. Um olhar da Psicoterapia Relacional Sistêmica Nesse olhar diferenciado o foco não está apenas em compreender cognitivamente o passado, mas em promover novas experiências relacionais no presente. Em termos simples:não basta entender que o padrão existe.É preciso vivenciar um tipo diferente de relação, onde o limite não gera punição e a autonomia não ameaça o vínculo. O processo terapêutico se torna um espaço onde: É nesse tipo de experiência que os padrões relacionais aprendidos começam, de fato, a se reorganizar. O que as pesquisas mostram sobre culpa e relações familiares A produção científica brasileira em Psicologia de Família e Terapia Sistêmica aponta que: Esses achados reforçam que não se trata de “sensibilidade demais”, mas de impacto relacional real, com efeitos duradouros. Amor-próprio não se constrói sozinho Existe uma ideia muito difundida de que amor-próprio depende apenas de força de vontade.Na prática clínica, isso raramente acontece. O amor-próprio é construído em relação.Ele se fortalece quando alguém foi visto, reconhecido e validado emocionalmente. Por isso, quem cresceu em ambientes onde precisava: costuma carregar esse custo para os relacionamentos da vida adulta. Onde a psicoterapia entra Quando alguém se reconhece nesse padrão, não está exagerando.Está acessando memórias relacionais profundas. A psicoterapia não serve para acusar pais ou mães.Ela serve para: É um espaço onde você pode, pela primeira vez, existir sem precisar provar valor. Para quem este texto é Este artigo é para você que: Quando a dor ganha nome,ela deixa de ser destinoe passa a ser ponto de partida para reorganização emocional. ❓ FAQ – Perguntas frequentes (SEO) 1. Por que sinto culpa quando coloco limites na minha mãe? Porque, em muitas famílias, o amor foi associado à obediência e à adaptação. A culpa não nasce do limite, mas do padrão relacional aprendido. 2. Sentir culpa ao dizer “não” significa falta de amor-próprio? Não. Geralmente significa condicionamento emocional. Amor-próprio se constrói em relação, não por força de vontade. 3. Como identificar uma dinâmica narcisista na relação mãe e filha? Culpa constante, invalidação emocional, dificuldade de aceitar limites e cobrança excessiva são sinais comuns. 4. É possível colocar limites sem romper o vínculo familiar? Sim. Limite é fronteira emocional, não ataque. Isso exige maturidade e reorganização interna. 5. Como a psicoterapia ajuda nesse processo? A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender padrões aprendidos, ressignificar vínculos e fortalecer limites sem culpa excessiva. 📚 Referências bibliográficas (Brasil) Bianca Flávia SanchezPsicóloga Especialista em RelacionamentosCRP 14/06718-1

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